Fernando… Nobre?


O Dr. Fernando Nobre foi o primeiro político que me fez deslocar do Porto a Lisboa para assistir a um comício.

Votei nele nas presidenciais e votaria de novo se fosse candidato.

Usando os meus parcos meios, fiz a campanha que pude a seu favor.

Pela segunda vez (a primeira, muito breve, já foi há muito tempo…) envolvi-me activamente na política: enviei e-mails aos amigos e conhecidos, inseri dezenas de comentários nos sítios de vários jornais, falei do candidato a toda a gente que pude. Enfim, dei a cara por essa causa.

Por esse facto, muitos têm sido aqueles que agora me perguntam, muitas vezes algo sarcasticamente, o que penso da integração de Fernando Nobre – o candidato presidencial sem vínculos partidários – nas listas do PSD para as próximas eleições legislativas.

Tenho confessado a quem me faz essa pergunta que fui apanhado de surpresa.

Quero acreditar, porém, que se ele aceitou a proposta que lhe foi feita pelo PSD, foi porque sentiu que essa era a melhor forma de servir de imediato o país, num momento tão difícil como este (bem mais difícil do que muitos imaginam…).

Vou, por isso, aguardar o mais serenamente possível a campanha eleitoral e aguardar também o que esse senhor tem para nos dizer e o que vai fazer, apesar da sua inexperiência nestas lides. 

Será que a política portuguesa vai começar mesmo a mudar para melhor, ou estamos apenas perante mais uma demonstração das suas piores características?

Qualquer que seja a resposta a esta pergunta só a vamos conhecer daqui a alguns meses.

Para já, concedo ao Dr. Fernando Nobre o benefício da dúvida.

A verdade é que se os próprios partidos não se renovarem, no bom sentido, nunca mais teremos uma vida política decente e credível.

Que o movimento de correcção que a nossa sociedade tão urgentemente precisa venha de fora ou de dentro dos partidos, tanto faz. Do que precisamos é de gente honesta na política e até aqui, pelo menos, não tenho motivos para pôr em causa a honestidade do Dr. Fernando Nobre.

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2 comentários

  1. José Freitas · · Responder

    Subscrevo o teu pensamento sobre o Dr. Fernando Nobre. Aliás, tendo em conta a forma como se desenvolve a vida política no nosso país, a forma de mais rapidamente alterar o sentido das coisas públicas será integrando as estruturas partidárias actuais, “minando-as” em grupos alargados. Se conseguíssemos inscrever uns milhares de militantes num dos actuais partidos talvez conseguíssemos ter força para alterar o que actualmente criticamos.

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    1. piradodamona · · Responder

      Concordo com o que dizes. Infelizmente, porém, o povo português parece completamente apático no que diz respeito a levar a cabo acções que promovam a mudança. A única coisa que todos sabem fazer é criticar…

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