Na política, também só não se sente…


Muitas vezes já não sei o que pensar deste nosso país.

De facto, não consigo perceber como é que os portugueses, apesar de já sentirem na pele o resultado das erradas políticas que foram desenvolvidas nas últimas décadas, insistem em votar sempre nos mesmos partidos.

Parece que na política portuguesa se aplica com o máximo rigor a expressão “quanto mais me bates, mais gosto de ti”.

Será que como colectivo somos masoquistas? Por vezes parece-me que sim. Ora reparem:

Nos outros países, o que é normal acontecer ao partido que está no poder quando a crise “estoura” é perder fortemente o apoio popular. Foi o que aconteceu, por exemplo, na Islândia, na Grécia, na Irlanda, até em Espanha. Em Portugal, pelo contrário, o último partido no poder é um dos que mais possibilidades tem de ganhar as eleições.

Inclusive, o primeiro-ministro que conduziu o país à situação de ter que pedir ajuda internacional, pois já não havia dinheiro nos cofres do Estado para garantir o pagamento dos ordenados dos funcionários públicos nos próximos meses, é ovacionado por multidões em delírio, como se fosse um herói nacional e promove-se como sendo o único que dá garantias de que o país vai evoluir positivamente!…

Ou seja, nem sequer foi precisa uma operação cosmética, uma mudança de personagens, para que o partido que levou o país até à beira do precipício tornasse a ser, nestas eleições, um dos partidos mais apreciados pela população portuguesa.

Quanto à principal alternativa, deu tantos tiros nos pés que admira que ainda seja quem tem, nas sondagens, a preferência dos eleitores, facto só explicado pela censura que parte da população faz, apesar de tudo, aos anteriores governantes.

No caso desta alternativa, há efectivamente uma imagem refrescada. Só que quem parece manobrar os cordelinhos, na sombra ou à luz do dia, são os mesmos que, em anteriores governações, contribuiram também para o caos em que presentemente nos encontramos. Ou seja, não sinto que esse partido, tal como o primeiro, tenha sofrido a renovação que tão urgentemente se impõe.

E como “pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita” (hoje estou com propensão para os provérbios populares…), fico muito desconfiado quanto à possibilidade de serem estes senhores que vão “salvar” o nosso país.

Assim sendo, não obstante constatar que sou uma voz a pregar num quase deserto, vou votar amanhã numa alternativa, num partido que nunca tenha estado sequer na Assembleia da República. Pelo menos, eu vou manifestar o meu desagrado pelo estado em que puseram o país, porque, como diz o povo (lá vai mais um provérbio…) “só não se sente quem não é filho de boa gente”.

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