Os trabalhadores pobres da Alemanha


Para a maior parte dos portugueses a Alemanha é um país de trabalhadores bem remunerados vivendo num ambiente generalizado de prosperidade, fruto do sucesso económico daquele país. No entanto, essa não é exatamente a realidade.
Desde há alguns anos, existe na Alemanha uma nova classe, designada por “trabalhadores pobres”.
Segundo um artigo publicado no Spiegel Online International que faz referência a dados recolhidos pelo Suddeutsche Zeitung junto da Agência Federal de Emprego alemã, nos últimos quatro anos houve um acentuado aumento do número de pessoas que necessitam de apoio do Estado para sobreviverem, apesar de terem empregos a tempo inteiro ou em part-time.
Pode ainda ler-se na mesma publicação que dos cerca de 1,3 milhões de pessoas que recebem apoios sociais na Alemanha, cerca de metade tem aquilo que é designado por um “mini-trabalho”, um emprego em que se ganha tão pouco que se está isento de contribuições para a Segurança Social e que não é suficiente para satisfazer todas as necessidades básicas de quem o tem.
Há, por isso, quem diga que muitas empresas alemãs estão a transferir para o Estado, ou seja, para os contribuintes, parte das despesas que deviam ter com os seus trabalhadores, mesmo em situações em que poderiam pagar ordenados mais altos.
Note-se que na Alemanha, ao contrário do que acontece na maioria dos países europeus, não existe um salário mínimo nacional, situação que está agora no centro do debate político.
Entretanto, ainda segundo o Spiegel Online, a Agência Federal de Emprego diz que haver mais beneficiários de apoios do Estado é melhor do que haver mais desempregados e que os empregos mal remunerados podem ser uma porta de entrada para empregos mais bem pagos.
De qualquer forma, esta situação, que se verifica na chamada “locomotiva da economia europeia” é um claro indício de que a Europa ainda não conseguiu encontrar uma fórmula que lhe permita manter a sua competitividade neste mundo globalizado e assegurar, ao mesmo tempo, os elevados níveis de proteção social a que os seus cidadãos estavam habituados.

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